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dc.creatorBöettge, Suelen Aires
dc.date.accessioned2023-03-03T21:20:13Z
dc.date.available2023-03-03
dc.date.available2023-03-03T21:20:13Z
dc.date.issued2021-11-29
dc.identifier.citationBOETTGE, Suelen Aires. “Deus me livre ter mais filhos”: a construção do sentido de violência obstétrica a partir dos discursos de mulheres e de médicas(os) obstetras. 2021. 146 f. Dissertação (Mestrado em Letras) - Programa de Pós-Graduação em Letras, Centro de Letras e Comunicação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2021.pt_BR
dc.identifier.urihttp://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9132
dc.description.abstractThe present work intends to verify how obstetric violence is signified in women’s and obstetricians’ speech according to the process of syntagmatization and semantization of speech, in which the elements of speech are engendered to produce the intended meaning around the expression of obstetric violence. When writing about their experiences, women built an image of themselves, the “I”, and an image of “you”, in an intersubjective relation “thus the situation inherent in the practice of language, namely that of exchange and dialogue, confers a double function on the act of discourse; for the speaker, it represents reality, for the hearer, it recreates that reality” (BENVENISTE, 1976, p. 26). And it is in this relationship between men and its nature and other men through language, that society is established. (Ibid., 1976). Language is performed within a language, and through it “man assimilates culture, spreads and transforms it” (Ibid., p. 32); it is this transformation of culture that women’s speech seeks when they dare to promote the existence of an underestimated reality, of obstetric violence. So this work could be done, the comments of five women that witnessed the experience of obstetric violence in pre-labor and labor were analyzed; these reports were published on a Facebook page, entitled Obstetric Violence. In order to deepen the analysis and discussions derived from the selected comments, there will be used five fragments of interviews carried out with obstetricians in which the topic in question was addressed. Those fragments are available in the doctoral thesis by the title O sensível e o insensível na sala de parto: interdiscursos de profissionais de saúde e mulheres, by Virgínia Junqueira Oliveira. In this collation, it will be possible to realize how two groups bring meaning to obstetric violence through a linguistics analysis, based on the theoretical discussion of Émile Benveniste in PLG I (1976) and PLG II (1989), with the support of Dany-Robert Dufour (2000), regarding intersubjectivity, subjectivity, and three verbal people: “I-you/he”, that go through the established relationships between form and meaning, the semantic domain and the semiotic domain. It was observed that obstetric violence is signified in different ways by women and both male and female doctors, and given that, there is a great difference among their discourses. The discourses of women evoke the feeling of fear, horror, impunity, and inhumanity in the treatment given to the pregnant woman during labor. In the discourses of the doctors, there is an attempt to deny there is any obstetric violence in their work routine and there is an attempt of creating an image of unprepared and unbalanced women that do not obey medical decisions.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectLinguagempt_BR
dc.subjectDiscursopt_BR
dc.subjectSentidopt_BR
dc.subjectViolência obstétricapt_BR
dc.subjectLanguagept_BR
dc.subjectDiscoursept_BR
dc.subjectMeaningpt_BR
dc.subjectObstetric violencept_BR
dc.title“Deus me livre ter mais filhos”: a construção do sentido de violência obstétrica a partir dos discursos de mulheres e de médicas(os) obstetraspt_BR
dc.typemasterThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6950945093050250pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9399552968699184pt_BR
dc.description.resumoO presente trabalho pretende verificar como a violência obstétrica é significada no discurso de mulheres e de médicas(os) obstetras a partir do processo de sintagmatização e semantização do discurso, em que os elementos do discurso são engendrados para produzir o sentido intentado em torno da expressão violência obstétrica. Ao escreverem sobre suas experiências, as mulheres constroem uma imagem delas mesmas, o “eu”, e uma imagem do “tu”, numa relação intersubjetiva, “assim a situação inerente ao exercício da linguagem, que é a da troca e do diálogo, confere ao ato de discurso dupla função: para o locutor, representa a realidade; para o ouvinte, recria a realidade” (BENVENISTE, 1976, p. 26). E é nessa relação do homem com sua natureza e com outro homem por intermédio da linguagem, que a sociedade é estabelecida (Ibid., 1976). A linguagem é realizada dentro de uma língua, e por meio dela “o homem assimila a cultura, a perpetua ou a transforma” (Ibid., p. 32); é essa transformação da cultura que os discursos das mulheres buscam quando ousam promover à existência uma realidade muitas vezes menosprezada, a da violência obstétrica. Para a elaboração deste trabalho, foram analisados cinco comentários de mulheres que testemunham a experiência da violência obstétrica no pré-parto e parto; esses relatos foram veiculados em uma página pública do Facebook, intitulada Violência Obstétrica. Com o objetivo de aprofundar as análises e discussões derivadas dos comentários selecionados, lançar-se-á mão de cinco fragmentos de entrevistas realizadas com médicas(os) obstetras em que se abordou o tema em questão. Tais fragmentos estão disponíveis na tese de doutorado sob título O sensível e o insensível na sala de parto: interdiscursos de profissionais de saúde e mulheres, de Virgínia Junqueira Oliveira. Nesse cotejo, será possível perceber como os dois grupos significam a violência obstétrica através de uma análise linguística, com base na discussão teórica de Émile Benveniste em PLG I (1976) e PLG II (1989), com o apoio de Dany-Robert Dufour (2000), no que tange à intersubjetividade, subjetividade e às três pessoas verbais: “eu-tu/ele”, que atravessam as relações estabelecidas entre a forma e o sentido, o domínio semântico e o domínio semiótico. Observou-se que a violência obstétrica é significada de maneiras diferentes pelas mulheres e pelas(os) médicas(os), com isso, há um embate entre os discursos. Os discursos das mulheres evocam o sentimento de medo, de terror, de horror, de impunidade, de desumanidade no tratamento dispensado à gestante no trabalho de parto e parto. Nos discursos das(os) médicas(os) obstetras há tentativa de negar que exista violência obstétrica na rotina de trabalho e há uma tentativa de criar uma imagem da mulher despreparada e desequilibrada que não obedece às decisões médicas.pt_BR
dc.publisher.departmentCentro de Letras e Comunicaçãopt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFPelpt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.contributor.advisor1Neumann, Daiane


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