Tratamento térmico com vapor e adição de xantana para preservação de compostos bioativos fenólicos e da atividade antioxidante de polpas de mirtilo

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Data
2017-04-25Autor
Souza, Vanessa Rodrigues Duarte de
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O mirtilo é considerado uma das frutas mais ricas em antioxidantes, cuja atividade
está relacionada à presença de compostos bioativos. A polpa deste fruto possui
grande importância, pois é utilizada na elaboração de diversos outros produtos. A
utilização de novas tecnologias de aplicação de calor e utilização de estabilizantes
vêm contribuído para a redução de perdas de compostos bioativos. Este trabalho
teve por objetivo avaliar os efeitos do tratamento térmico por adição direta de vapor
e adição do estabilizante xantana, previamente ao despolpamento, sobre o conteúdo
de compostos bioativos fenólicos e atividade antioxidante (método ABTS e DPPH)
em polpas de mirtilo. Utilizaram-se mirtilos (Vaccinium ashei Reade) da cultivar
Powderblue e os frutos, adicionados de 0,08% de ácido cítrico, foram processados
termicamente até 90 ºC, por aplicação direta de vapor em autoclave vertical
analógica, com e sem adição de 0,1 % e 0,5 % de xantana, e por aquecimento direto
em tacho aberto, com adição de 0,5 % de xantana. As quatro polpas foram avaliadas
até 90 dias de armazenamento sob congelamento, quanto às características
tecnológicas de acidez total, pH, sólidos solúveis totais, cor e concentração dos
compostos bioativos (fenois e flavonoides totais, antocianinas monoméricas, taninos
hidrolisáveis e condensados, fenois individuais, antocianinas individuais) e atividade
antioxidante (métodos ABTS e DPPH). A atividade da enzima polifenoloxidase foi
avaliada nos frutos e polpas de mirtilo no tempo inicial. O tratamento térmico
realizado nas polpas desativou a enzima polifenoloxidase. Verificou-se nas polpas
elaboradas com tratamento térmico por adição direta de vapor maiores
concentrações de compostos fenólicos e flavonoides totais, antocianinas
monoméricas, taninos condensados, flavonoides individuais, ácidos fenólicos
individuais e atividade antioxidante pelos dois métodos de avaliação, ao longo do
armazenamento, comparativamente ao tratamento térmico em tacho aberto. A
associação com xantana especialmente quando em concentração maior, resultou
em maiores teores de antocianinas monoméricas e individuais, de taninos
hidrolisáveis, dos ácidos gálico e clorogênico e da quercetina nas polpas, em todos
os tempos de armazenamento. Os compostos bioativos fenólicos tiveram correlação
positiva para os dois métodos de atividade antioxidante (ABTS e DPPH), exceto os
taninos hidrolisáveis que tiveram apenas para o método ABTS.
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