Utilização de tanino de Acácia Negra (Acacia mearnsii de Wild) como atenuante do estresse térmico em vacas leiteiras
Resumen
A hipótese deste trabalho é que a utilização de Taninos Condensados provenientes de Acácia Negra (Acacia mearnsii de Wild) aumenta o aporte de proteínas não degradáveis no rúmen (PNDR), amenizando os efeitos do estresse térmico. Neste sentido, esta dissertação foi constituída por dois experimentos, A e B, cujos objetivos eram de avaliar a utilização de diferentes doses de taninos condensados provenientes de Acácia Negra (Acacia mearnsii de Wild) no estresse térmico, composição e produção do leite, em vacas leiteiras de média e alta produção. Cada um dos experimentos, teve a duração de 39 e 29 dias, respectivamente e ambos contaram com a seleção de 20 animais da raça Holandês, que foram distribuídos em dois grupos tanino (TG) e controle (CG), blocados de acordo com a produção de leite, dias em lactação (DEL) e número de lactações. No experimento A, os animais TG receberam a dose de 150g de tanino/vaca/dia ofertada junto a 600g de concentrado, enquanto os animais do grupo identificado como CG, consumiram a mesma dose de concentrado sem qualquer tratamento. Já no experimento B, os animais TG receberam a dose de 40g de tanino e 10g de caulim/vaca/dia e os animais CG receberam 50g de caulim/vaca/dia. Durante os estudos as variáveis monitoradas foram produção de leite, qualidade do leite, temperatura interna dos animais e índice de temperatura e umidade ambiental (ITU). A produção de leite foi monitorada diariamente e individualmente. Já para as análises de composição do leite, foram realizadas coletas de leite semanais e encaminhadas para laboratórios especializados. Os dados de temperatura interna foram coletados a partir de termômetros intravaginais data logger (Thermochron ibutton. KY -USA), enquanto o ITU foi registrado por meio de estação meteorológica. O ITU médio nos experimentos A e B foi de 69.8 e 72.44. A produção de leite não diferiu entre os grupos, mas a concentração de proteínas no leite foi maior no TG (experimento A p= 0.02 e experimento B p=0.007). O grupo TG apresentou maior termorregulação (experimento A e B p<0.01). A suplementação com taninos nas doses de 40 e 150 g/vaca/dia aumenta a termotolerância e aumenta a concentração de proteínas no leite.

