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O si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche: uma investigação sobre seus múltiplos sentidos e seu significado

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Tese_Paulo Rogério da Rosa Corrêa.pdf (1.671Mb)
Date
2024-12-16
Author
Corrêa, Paulo Rogério da Rosa
Metadata
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Abstract
O trabalho de tese de doutorado tem como objetivo investigar os sentidos e o significado do si-mesmo na filosofia de Friedrich Nietzsche. A hipótese principal é de que o si-mesmo comporta uma variedade de sentidos e um significado. Por sentido, entendemos as diversas maneiras pelas quais o si-mesmo é apresentado e por significado o que de fato é representado por meio dessa noção. Pensamos, assim, que o si-mesmo apresenta muitas formas, que podem ser um conceito (“instinto”, “ego”, “grande razão”, “alma”), um termo (“Algo”, “Isso”), uma noção (“providência pessoal”) ou ainda uma expressão (“tornar-te o que é”, “granito de fatum espiritual”). O significado, por sua vez, sempre indica aquilo que é próprio, insuprimível a um determinado indivíduo, a uma tipologia ou uma cultura (como a grega ou a alemã). Ao longo da investigação é possível identificar que o si-mesmo se conecta a um Todo, variável conforme plano ontológico adotado pelo filósofo em diferentes momentos de sua produção filosófica. Inicialmente (1872 até 1876), o Todo corresponde ao Uno-primordial, que funciona como sustentáculo aos impulsos dionisíaco e apolíneo, bem como à Vontade. Em um segundo momento (1878 até 1882) Nietzsche reivindica a “observação psicológica” sobre as paixões e os impulsos, bem como, o questionamento sobre a dicotomia entre altruísmo e egoísmo. Esta em jogo, portanto, a concepção do homem como um ser natural. Nas obras posteriores ao quarto livro de A gaia ciência (1883 até 1888) o Todo corresponde à vontade de poder e à organização hierárquica das forças presentes, tanto naquilo que é próprio, quanto na constituição do mundo. Em outras palavras, as características e os aspectos do si-mesmo vão depender do percurso filosófico de Nietzsche, bem como dos debates com os quais se defronta. É decorrente desse entendimento a organização que adotamos no que diz respeito à estruturação dos capítulos. O primeiro capítulo destina-se às obras que vão de O Nascimento da tragédia, de 1872, até a IV Consideração Extemporânea: Richard Wagner em Bayreuth, de 1876. O segundo capítulo abrange do primeiro volume de Humano, demasiado humano, de 1878, até os quatro primeiros livros de A gaia ciência, de 1882. O terceiro e o quarto capítulos são destinados à abordagem do si-mesmo nas obras que iniciam em 1883, com Assim falou Zaratustra, até as obras finais em 1888.
URI
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19182
Collections
  • PPGFIL: Dissertações e Teses [150]

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