| dc.creator | Gonçalves, Bárbara Peter | |
| dc.date.accessioned | 2026-01-05T00:11:14Z | |
| dc.date.available | 2026-01-05T00:11:14Z | |
| dc.date.issued | 2025-10-30 | |
| dc.identifier.citation | GONÇALVES, Bárbara Peter. Associação entre o estado nutricional, consumo alimentar e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade na infância. Orientadora: Andréa Homsi Dâmaso; Coorientadora: Luciana Tovo-Rodrigues. 2025. 273 p. Tese (Doutorado em Epidemiologia) – Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia, Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025. | pt_BR |
| dc.identifier.uri | http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19171 | |
| dc.description.abstract | Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) is a neurodevelopmental disorder that begins in childhood and may persist into adulthood. Its etiology involves both genetic and environmental factors, with dietary patterns and excess weight standing out as relevant influences. Evidence suggests a bidirectional association between ADHD and obesity, indicating that the disorder may both predispose individuals to and result from alterations in nutritional status. Studies also suggest that frequent consumption of ultraprocessed foods exacerbates ADHD symptoms, whereas a balanced diet rich in unprocessed foods may alleviate them. Cortisol, a hormone regulated by the hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis, may mediate these associations, as children with ADHD tend to present HPA axis hypoactivity, while obesity and inadequate diets are associated with its hyperactivity. However, longitudinal studies that investigate these relationships in an integrated manner during childhood remain scarce. This dissertation aimed to examine the bidirectionality of the associations between ADHD symptoms, nutritional status, and dietary intake in childhood, as well as to assess the potential mediating role of hair cortisol in the relationship between ADHD and the consumption of ultra-processed foods. Data were drawn from the 2015 Pelotas Birth Cohort, with information collected at 2, 4, and 6–7 years of age. The first article evaluated the relationship between ADHD symptoms and nutritional status using cross-lagged panel models and cross-sectional analyses. It found that ADHD symptoms at age 4 were positively associated with height, and at age 6–7, with greater fat-free mass, weight, height, and BMI. Nevertheless, longitudinal analyses did not
show a statistically significant bidirectional relationship between ADHD and BMI. The second article examined the cumulative effects and sensitive periods of dietary intake on ADHD symptoms. Children with consistently high intake of unprocessed foods showed lower ADHD symptoms at age 6–7, while those with high consumption of ultraprocessed foods exhibited higher symptom levels. The ages of 4 and 6–7 were
identified as critical windows during which diet exerts a stronger influence on neurological development. The third article investigated the bidirectional relationship between ADHD symptoms and ultra-processed food consumption at ages 4 and 6–7, as well as the potential mediating role of hair cortisol. ADHD symptoms at age 4 were associated with greater consumption of ultra-processed foods at age 6–7 in unadjusted models; however, this association lost statistical significance after adjustment. No association was found in the reverse direction, and hair cortisol did not mediate this relationship. In conclusion, ADHD symptoms were associated with indicators of nutritional status and dietary intake throughout childhood, particularly with increased consumption of ultra-processed foods. The findings did not support hair cortisol as an explanatory mechanism in the relationship between ADHD and ultra-processed food consumption. The findings reinforce the importance of encouraging healthy eating habits from childhood as a strategy to support adequate growth and neurodevelopment. | pt_BR |
| dc.description.sponsorship | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES | pt_BR |
| dc.language | por | pt_BR |
| dc.publisher | Universidade Federal de Pelotas | pt_BR |
| dc.rights | OpenAccess | pt_BR |
| dc.subject | Epidemiologia | pt_BR |
| dc.subject | Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH | pt_BR |
| dc.subject | Estado nutricional | pt_BR |
| dc.subject | Consumo alimentar | pt_BR |
| dc.subject | Cortisol capilar | pt_BR |
| dc.subject | Infância | pt_BR |
| dc.subject | Estudos de coortes | pt_BR |
| dc.subject | Attention-deficit/hyperactivity disorder | pt_BR |
| dc.subject | Nutritional status | pt_BR |
| dc.subject | Dietary intake | pt_BR |
| dc.subject | Hair cortisol | pt_BR |
| dc.subject | Childhood | pt_BR |
| dc.subject | Cohort study | pt_BR |
| dc.title | Associação entre o estado nutricional, consumo alimentar e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade na infância | pt_BR |
| dc.title.alternative | Association between nutritional status, dietary intake, and attention-deficit/hyperactivity disorder in childhood | pt_BR |
| dc.type | doctoralThesis | pt_BR |
| dc.contributor.authorLattes | http://lattes.cnpq.br/9079841242006008 | pt_BR |
| dc.contributor.advisorLattes | http://lattes.cnpq.br/9347611775017844 | pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co1 | Rodrigues, Luciana Tovo | |
| dc.description.resumo | O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que se inicia na infância e pode persistir na vida adulta. Sua etiologia envolve fatores genéticos e ambientais, destacando-se o padrão alimentar e o excesso de peso. Evidências sugerem associação bidirecional entre TDAH e obesidade, indicando que o transtorno pode tanto predispor quanto resultar de alterações no estado nutricional. Estudos também apontam que o consumo frequente de alimentos ultraprocessados agrava os sintomas de TDAH, enquanto uma alimentação equilibrada, rica em alimentos in natura, pode atenuá-los. O cortisol, hormônio regulado pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), pode mediar essas associações, pois crianças com TDAH tendem a apresentar hipoatividade do eixo HPA, enquanto obesidade e dieta inadequada associam-se à sua hiperatividade. Contudo, ainda são escassos os estudos longitudinais que investigam essas relações de forma integrada na infância. Esta tese teve como objetivo investigar a bidirecionalidade das associações entre sintomas de TDAH, estado nutricional e consumo alimentar na infância, bem como avaliar o possível papel mediador do cortisol capilar na relação entre TDAH e o consumo de alimentos ultraprocessados. Utilizou-se dados da Coorte de Nascimentos de 2015 de Pelotas, com informações
coletadas aos 2, 4 e 6–7 anos de idade. O primeiro artigo avaliou a relação entre sintomas de TDAH e estado nutricional por meio de modelos de painel cross-lagged e análises transversais. Identificou que sintomas de TDAH aos 4 anos associaram-se
positivamente à estatura, e aos 6–7 anos associaram-se a maior massa livre de gordura, peso, estatura e IMC. Apesar disso, as análises longitudinais não indicaram relação bidirecional estatisticamente significativa entre TDAH e IMC. O segundo artigo
examinou o efeito cumulativo e os períodos sensíveis do consumo de alimentos sobre os sintomas de TDAH. Crianças com consumo consistentemente elevado de alimentos in natura apresentaram menores sintomas de TDAH aos 6–7 anos, enquanto aquelas com alto consumo de ultraprocessados apresentaram sintomas mais elevados. Identificou-se que os 4 e 6–7 anos constituem períodos sensíveis nas quais a alimentação exerce maior influência sobre o desenvolvimento neurológico. O terceiro artigo avaliou a relação bidirecional entre sintomas de TDAH e o consumo de alimentos ultraprocessados aos 4 e 6–7 anos, além do possível papel mediador do cortisol capilar. Observou-se que sintomas de TDAH aos 4 anos associaram-se ao maior consumo de ultraprocessados aos 6–7 anos nas análises brutas, mas essa associação perdeu significância após ajuste. Não houve associação na direção oposta, e o cortisol capilar não apresentou efeito mediador nessa relação. Conclui-se que os sintomas de TDAH associam-se a indicadores do estado nutricional e no consumo alimentar ao longo da infância, especialmente com maior consumo de alimentos ultraprocessados. Os resultados não identificaram atuação do cortisol capilar como mecanismo explicativo da relação entre TDAH e consumo de alimentos ultraprocessados. Os achados reforçam a importância de promover hábitos
alimentares saudáveis desde os primeiros anos de vida como estratégia para favorecer o crescimento adequado e apoiar o desenvolvimento neurológico na infância. | pt_BR |
| dc.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia | pt_BR |
| dc.publisher.initials | UFPel | pt_BR |
| dc.subject.cnpq | CIENCIAS DA SAUDE | pt_BR |
| dc.publisher.country | Brasil | pt_BR |
| dc.rights.license | CC BY-NC-SA | pt_BR |
| dc.contributor.advisor1 | Dâmaso, Andréa Homsi | |
| dc.subject.cnpq1 | MEDICINA | pt_BR |
| dc.subject.cnpq2 | EPIDEMIOLOGIA | pt_BR |