Óleo de andiroba (Carapa guaianensis): análise descritiva e proposição de potenciais usos tecnológicos
Resumo
A Amazônia apresenta a maior diversidade genética de espécies vegetais do planeta, tornando-a interessante aos olhos de cientistas e naturalistas pelo mundo todo. Dentre essas espécies se encontra a andiroba (Carapa guianensis), uma árvore da família Meliaceae, de grande porte, que produz fruto, comumente denominado de ouriço, que tem sementes e o produto oriundo dessas sementes é um óleo conhecido como óleo de andiroba. Esse óleo tem sabor amargo que se dá graças a presença de compostos denominados como limonóides. Esse óleo é amplamente utilizado na região amazônica, tanto para meios medicinais, quanto para cosméticos. É notório, através das pesquisas, que o óleo de andiroba vem se mostrando importante matéria-prima de estudo em função das propriedades tecnológicas. No entanto, não se têm referencias na literatura sobre uma ampla caracterização do óleo, obtido por processo artesanal. Por isso, fez-se a caraterização físico-química clássica, o descritivo elementar, o perfil de ácidos graxos e de compostos voláteis. Também, avaliou-se o potencial antioxidante, repelente e antimicrobiano. Do conjunto de avaliações, se observou que esse óleo tem características dentro dos padrões vigentes; 16 compostos voláteis foram identificados, dentre eles o marjoritário foi o hexanal; o ácido oléico é o ácido graxo majoritário; tem o potássio, seguido por cálcio e sódio, como os cátions majoritários; tem forte atividade de repelência frente ao gorgulho do feijão; e, não tem atividade antimicrobiana.

