Apropriação do ambiente construído: ocupação e uso do Parque Jaime Lerner em Porto Alegre-RS
Abstract
A apropriação do território se dá pela relação intrínseca entre o ser humano e o espaço. Sobre o espaço público na cidade, diz respeito ao aspecto interventivo realizado pelo ser humano, onde seu comportamento tem muito a dizer sobre estes espaços. É através da análise da relação pessoa-ambiente e o comportamento produzido, que busca-se avaliar o espaço revitalizado do trecho 3 da orla do Rio Guaíba em Porto Alegre - RS, o Parque Jaime Lerner. A presente dissertação tem como foco, avaliar, descrever e compreender as relações no espaço construído no que tange a ocupação, uso e apropriação do espaço público – parque urbano. Além de versar sobre o contexto histórico do local, evolução do sítio no território originário da cidade, e olhar para aspectos socioespaciais e cotidiano. Construído entre 2019 e 2021, portanto uma obra recente de revitalização no trecho abandonado por décadas, instiga a pesquisa que inicia logo depois da inauguração do Parque, durante a pandemia, e se encerra durante a enchente de 2024. Com o intuito de cumprir o objetivo da investigação naturalística qualitativa, utilizaram-se os métodos qualitativos da avaliação pós-ocupação, percepção e psicologia ambiental. Os seguintes métodos de pesquisa foram utilizados: Levantamento Físico Territorial, Passeios Walkthrough e Mapa Comportamental Centrado no Lugar, a fim de compreender e descrever a relação dos usuários no que tange a apropriação do Parque. Como resultado da aplicação dos métodos, o estudo mostra a ocupação e uso do espaço pelos usuários no período da manhã e finais de tarde, durante a semana e finais de semana no período do inverno e primaver. Além de concluir sobre a apropriação do parque pelos usuários, olha-se para apropriação do espaço pelo poder público e apropriação pelas águas da enchente de maio de 2024.Dessa forma, entrega-se dados relevantes descritos e documentados acerca da apropriação do parque nos seus primeiros dois anos: Em quais áreas a ocupação é maior, em que períodos da semana, as áreas mais utilizadas, e onde é menos ocupado e utilizado. Por fim, o que se pretende com o recorte contemporâneo da revitalização da orla, é apresentar dados sobre a revitalização, pertinente para promoção de reflexões, além de impulsionar projetos de espaços livres e públicos e revitalizações em áreas abandonadas ou degradadas das cidades.

