| dc.description.abstract | O presente trabalho tem como tema as experiências sensoriais extraordinárias, ou atípicas, no contexto da Luta Antimanicomial, em diálogo com a antropologia das emoções e dos sentidos. No âmbito da saúde, os modos como definimos o sofrimento psíquico e as formas pelas quais é vivenciado e narrado, estão relacionadas ao domínio da razão e a dita “cultura da normalidade” (DINIZ, BARBOSA, SANTOS, 2009, p.69). No entanto, enquanto fenômeno experimentado no corpo (integral e não na mente), o sofrimento também precisa ser compreendido em sua dimensão subjetiva, afetiva, como resultado das relações humanas no mundo. Ademais, é importante dizer que as expressões “sofrimento psíquico”, “transtorno mental”, “doença mental”,
“psicose” e “loucura” não são equivalentes, embora sejam frequentemente equiparadas pelo senso comum, quando acionados para designar estados afetivos. | pt_BR |