Dificuldades e possibilidades no ensino e na aprendizagem de Química Orgânica: estudo de caso em cursos de Bacharelado e Licenciatura em Química
Resumen
Com intenção de contribuir com a Educação Superior, esta pesquisa objetiva
identificar e discutir sobre dificuldades de ensinar e de aprender Química Orgânica em
cursos de Bacharelado, Industrial e Licenciatura em Química da UFPel e de
Licenciatura em Química da Unipampa. A investigação contemplou um estudo na
literatura, ao apresentar referenciais e resultados de pesquisa sobre dificuldades e
propostas que visem entender e qualificar questões relacionadas com a aprendizagem
da Química Orgânica. Houve o estudo das taxas de aprovação no componente
curricular de Química Orgânica I dos Cursos e a identificação das dificuldades do
processo de ensino e de aprendizagem relatados por graduandos e professores, e
que estejam associadas com a Química Orgânica I. Para isso, realizou-se: o estudo
no contexto dos cursos investigados; entrevistas e/ou questionários com professores
que atuam em Química Orgânica nos Cursos de Química e respostas a um
questionário por graduandos que se matricularam em Química Orgânica I, de 2016 a
2019, os quais foram analisados com base na análise de conteúdo. Os resultados
indicam índices de aproveitamento em Química Orgânica I inferiores do que a soma
dos índices de reprovação, infrequência e trancamento, independentemente do
professor ou universidade acompanhada. Nas respostas dos sujeitos (professores e
graduandos), observou-se que as dificuldades estão voltadas principalmente a
conteúdos, como: conformações e visualização das moléculas em 3D;
estereoquímica; e mecanismos de reação. Os professores também apontam fatores
que colaboram para o aumento das dificuldades, como: falta de uma base durante o
Ensino Médio e a presença de hábitos e características dos discentes, a exemplo da
dificuldade de concentração e falta de comprometimento com o curso e componente
curricular. Os resultados também apontam para possibilidades para superar as
dificuldades associadas, por discentes e docentes, a exemplo: de aulas de monitoria;
do uso de recursos e metodologias, como o uso de videoaulas e aplicativos que
ajudam na visualização de moléculas em 3D; um ensino que aproxime conteúdos
ensinados com outros já estudados e em elaboração; e o uso de explicações
conceituais que se aproximem à contextualização e/ou situações ligadas à formação
profissional. O estudo destaca a complexidade de fatores que interferem nos
processos de ensino e de aprendizagem de Química Orgânica no Ensino Superior,
inclusive com necessidade de novos estudos sobre as dificuldades e a prática docente
que considere propostas apresentadas na pesquisa.
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