Atenção às pessoas com diabetes mellitus tipo 2 na APS no contexto da pandemia: perfil e ações ofertadas
Resumo
O diabetes é uma doença metabólica crônica não transmissível, considerado um
problema de saúde pública com níveis alarmantes, responsável por 1,6 milhões de
mortes no mundo a cada ano. Do total de gastos em saúde, 10% são gastos com
diabetes e suas complicações. Nesse sentido, este estudo tem por objetivo analisar
as ações de saúde recebidas pelas pessoas com diabetes mellitus tipo 2
acompanhadas na atenção primária de acordo com as características
socioeconômicas, demográficas e clínicas. Estudo de abordagem quantitativa,
epidemiológico de corte transversal, realizado no município de Santa Maria, Rio
Grande do Sul, Brasil, no período de janeiro a maio de 2022, com 105 pessoas com
diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 acompanhadas pelas unidades de saúde do
município. A coleta de dados foi realizada por meio da plataforma eletrônica Research
Eletronic Data Capture (REDCap), através do preenchimento do formulário pela
pesquisadora, via telefone, contendo variáveis socioeconômicas, demográficas e
clínicas relacionadas ao diabetes mellitus tipo 2. O estudo foi aprovado pelo Comitê
de Ética em Pesquisa, sob parecer CAAE número 51938621.5.0000.5317, em 17 de
novembro de 2021. Foi realizada análise descritiva e analítica. Calculou-se o Qui
Quadrado para heterogeneidade fazendo uso do programa estatístico Statistica 7.0
da Statsoft®. Para a Razão de Prevalência foi calculado seu respectivo intervalo de
confiança de 95% (IC95%) por meio do software estatístico MedCalc. Os resultados
mostram que as características socioeconômicas (renda familiar) e clínicas (tipo de
assistência, visita do agente comunitário de saúde e realização da vacina contra a
Covid-19) estiveram associadas ao menor recebimento de ações em saúde. Ainda,
identificaram-se como fatores associados às complicações do diabetes mellitus tipo 2,
possuir 70 anos de idade ou mais, não ser alfabetizado e possuir fundamental
incompleto, aposentados/pensionistas e pessoas com mais de cinco anos de doença.
Assim, o planejamento de políticas de saúde pública que visem o aprimoramento da
organização da atenção e melhora da qualidade das ações de saúde no tratamento e
acompanhamento das pessoas que vivem com diabetes mellitus tipo 2 fornecem
subsídios no que tange a redução de complicações em decorrência da doença.
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