Efeito do tratamento com gonadotrofinas sobre o trato reprodutivo e ciclo estral de leitoas
Fecha
2023-02-22Autor
Brito, Camila Ribeiro Carvalho de
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O início precoce e eficiente da puberdade em leitoas é fundamental para garantir sua longevidade reprodutiva e produtividade dentro dos sistemas de produção. A maturação do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, mediada pela ação de hormônios como o GnRH, LH e FSH, depende da ativação de vias neuroendócrinas, como a do sistema kisspeptina/GPR54. A falha em atingir a puberdade, comum em até 30% das leitoas, pode estar associada a fatores neurobiológicos e ambientais, impactando negativamente os índices zootécnicos. O ciclo estral das porcas, com duração média de 21 dias, é regulado por mudanças hormonais e estruturais nos ovários, sendo dividido em fases folicular e luteal. Frente às dificuldades de sincronização natural do estro, o uso de hormônios exógenos, como progestágenos, estrógenos e gonadotrofinas, tem se mostrado uma ferramenta valiosa na organização reprodutiva e manejo das granjas, sobretudo em sistemas de produção baseados em manejo em bandas. A escolha e aplicação adequada desses protocolos hormonais contribuem para a otimização dos recursos, previsibilidade produtiva e melhoria dos indicadores reprodutivos. No presente trabalho, em dois experimentos distintos fêmeas púberes receberam dois tratamentos com gonadotropinas exógenas. No primeiro duas doses de 1500 UI de hCG em D12 e D15, seguido pela aplicação de cloprostenol sódico no D25 e no D30. No segundo, as fêmas receberam eCG no D10 e hCG no D12 e duas doses de hCG como no experimento anterior, com o cloprostenol aplicado apenas no D30. A injeção de cloprostenol sódico D30 foi capaz de reduzir a concentração de progesterona e concentrar a apresentação de estro da maioria das fêmeas em até 6 dias de sua aplicação. Entretanto, no segundo experimento, o grupo que recebeu as duas doses de hCG apresentou uma redução significativa do número de leitões em relação aos grupos controle e eCG e hCG. Por último, fêmeas pré-puberes receberam tratamento hormonal com gonadotrofinas para mimetizar diferentes fases do ciclo estral, sendo um dos grupos inseminados. Nessas fêmeas foi feita a avaliação morfométrica dos ovidutos nos diferentes grupos. Não houve diferenças significativas entre os grupos nas medidas das porções das tubas uterinas avaliadas.

